Brasil confirma favoritismo e encara Federação Russa na semi

Rio de Janeiro – O Brasil está perto de sua sétima decisão na ITF Beach Tennis World Cup, a Copa do Mundo da modalidade, realizada pela primeira vez em território nacional, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O país confirmou o favoritismo diante do Chile, na noite desta sexta-feira, marcando 3 a 0 e irá enfrentar a Federação Russa, campeã de 2016, na semifinal às 19h deste sábado, com transmissão do Sportv 3 da NSports (https://beachtennisworldcup.tvnsports.com.br/). O duelo será a repetição da última final, de 2019, onde os brasileiros venceram por 2 a 1.

Joana Cortez, ex-número 1 do mundo e atual 8ª colocada, e Marcela Vita, 12ª, derrotaram Maria Orellana e Paola Basaure por um duplo 6/1. Na sequência, Vinicius Font e Thales Santos superaram Alexander Beller e Rolly Cabezes por 6/4 6/0.

“Os chilenos entraram sem pressão batendo forte, sacando pesado em todas as bolas e a gente tentando entrar no jogo, com dificuldades nas bolas deles. Nosso técnico foi nos orientando e começamos a devolver, entrando no jogo. A partir do segundo set mudou a partida e eles não conseguiram acompanhar”, disse Thales Santos, que substituiu André Baran no jogo masculino.

Após a vitória, Vini Font projetou o duelo contra os russos do poderoso Nikita Burmakin, que vem do título mundial de Dupla Masculina na Itália: “Nikita é o Nikita. A gente tem o Vini, tem a Rafa Miller, o Baran, a Joana, a Marcela, o Thales, é todo mundo muito unido. Somos uma equipe muito forte também e tem um a mais que eles não têm, a nossa a torcida e isso vai fazer bastante diferença pra gente, com certeza. Nossa equipe é mais equilibrada que a maioria das outras, a Federação Russa depende bastante do Nikita. Nosso capitão soube usar muito bem, poupou mais o Baran para ficar mais tranquilo para amanhã, é uma vantagem nossa. Essa estratégia está funcionando e espero que continue assim.”.

“A Federação Russa sempre vem fortíssima. Eles têm o campeão do mundo o Nikita, as meninas são muito boas, são experientes. Será um confronto extremamente difícil e daremos nosso melhor na semifinal”, completou Marcela Vita.

O Brasil tem três títulos e é o segundo maior campeão, atrás apenas da Itália, dona de quatro conquistas. A equipe vai em busca da sétima decisão. Além das conquistas de 2013, 2018 e 2019, o time foi vice-campeão em 2012, 2014 e 2017.

Os russos, que seguem em busca da segunda conquista, derrotaram a França por 2 a 1.

Daria Churakova e Liudmila Nikoian passaram por Anne Bigot e Severine Bouchacourt por 6/1 6/3. Theo Irigaray e Nicolas Gianotti empataram para os franceses superando Nikita Burmakin e Nikolai Gurev por 6/4 7/6 (3). Nas mistas, Churakova e Burmakin marcaram 6/1 6/2 sobre Mathieu Guegano e Pauline Mannarino.

Nikita Burmakin, que vem de título Mundial de dupla masculina em Terracina, na Itália, comentou: “Estou muito feliz de ter vencido essa partida, as meninas venceram como esperado. A França tem um grande time, fizemos um bom trabalho, acabamos perdendo no tiebreak na dupla masculina.”

Burmakin, atual terceiro do mundo, espera um confronto muito duro contra os brasileiros: “Será muito duro para nós, a dupla feminina do Brasil é incrível, a masculina é uma das mais fortes, costumamos nos encontrar em Mundiais. Será terrivelmente difícil, mas iremos lutar.”